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Fontes Desmotivadoras
( Postagem: 25/10/2004 )


FONTES DESMOTIVADORAS
Freqüentemente encontramos empresas que para suprir determinada carência em seu quadro de pessoal buscam profissionais na concorrência para desempenhar a mesma função. O profissional, geralmente, é seduzido pelo aumento de seus ganhos salariais e, ou benefícios. Cede ao convite, inclusive pela promessa explícita ou implícita de que na nova organização tem maiores chances de crescimento. Há profissionais de Recursos Humanos que justificam este procedimento afirmando que este profissional, vai enriquecer a empresa por trazer a experiência adquirida na concorrência. Ainda, diante da carência de profissionais, da dificuldade de acertar na seleção sempre é melhor “roubar” dos concorrentes, inclusive, para enfraquece-los.
São comuns as decepções: o empregador esperava descobrir segredos, técnicas e normalmente nenhuma novidade é trazida para dentro da empresa; o contratado vai percebendo, após a lua de mel dos primeiros meses, que as promessas e virtudes a respeito da nova equipe de trabalho, não correspondem; a garantia de encontrar um espaço para o crescimento profissional não passa de uma possibilidade remota que acontece apenas com a morte de um superior. Complica mais quando os colaboradores que há anos estão na batalha tentando demonstrar capacidade se dão conta de que a promessa de crescimento está mais próxima de quem está chegando que daqueles que estão se empenhando para demonstrar suas habilidades, há anos.
Está ainda muito difundida a concepção de que para se constituir uma equipe produtiva é fundamental que se contratem profissionais com a mesma estrutura mental. Outros buscam entre amigos, familiares, associados de mesmo clube, da mesma religião. A homogeneidade num primeiro momento é interessante, porém, passado algum tempo a criatividade, a produção estagnam; a rotina gera desânimo ou apatia conseqüência da falta de alguém a criar desafios permanentemente. Ainda deve-se destacar que as pessoas cientes de terem sido contratadas devido a amizade, facilmente assumem uma postura de submissão e até mesmo podem facilitar a vida do chefe, porém a submissão por um longo período corrói a motivação.
Nossa percepção é de que qualquer contratação deve levar em consideração o trinômio: caráter, conhecimento e diversidade.

Camilo Bordignon - Jornalista e Consultor em Recursos Humanos
E-mail: camilo.b@terra.com.br

 
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