OS CRÍTICOS
( Postagem: 13/12/2004 )
OS CRÍTICOS
Na vida e em qualquer organização é possível encontrar dois tipos de críticos: O primeiro, de quem gosto, desejo me cercar, é do indivíduo com suficiente capacidade de percepção e sensibilidade capaz de identificar deficiências, problemas. Não consegue permanecer passivo diante da imperfeição. Manifesta sua insatisfação reclamando, apontando as deficiências. É incisivo ao indicar caminhos, possibilidades de aprimoramento, não raro, discute, briga. Ele tem consciência da atual situação, ao mesmo tempo tem clareza de como deve ser. Aponta caminhos para o aprimoramento. A imperfeição o fere, o humilha por isso não consegue conviver com ela. O profissional com este perfil desacomoda diretoria, colegas, subalternos. Os desavisados o classificam entre aqueles que não estão de bem com a vida, entre aqueles que tem problemas não resolvidos. O profissional com este perfil é de fundamental importância em qualquer organização por induzir ao crescimento. Pessoalmente, este é o tipo que admiro desejo tê-lo por perto, me assessorar. Ele tem poder de fazer com que qualquer chefia perceba facetas da realidade que, por si, não seria capaz de ver, conseqüentemente evita inúmeros fracassos, erros.
O segundo tipo de crítico identificado por Brunelleschi como os inimigo dos sonhos é medíocre em suas obras, tenta denegrir os criativos em constante busca da perfeição, do novo. É, acima de tudo, ignorante. Freud identifica os críticos de suas descobertas seguindo uma série de etapas: No início afirmam que o descobridor é um louco; depois que é mentalmente são, mas que sua descoberta não tem qualquer aplicação prática; por fim, afirmam que a descoberta é muito importante mas era conhecida por todos há muito tempo. O crítico com este perfil deve-se evitar de coloca-lo dentro da organização e quando está, ao ser identificado, deve ser eliminado o mais rápido possível. Ele aposta na mediocridade. Normalmente, tem capacidade para identificar apenas seus direitos, nunca tem deveres. Os deveres pertencem a outrem. É alguém que parou no tempo. Trabalha, age mecanicamente, tem medo do novo, do diferente. Este tipo é descrito por Tocqueville com o seguinte questionamento: O que se pode esperar de um profissional que passou grande parte de sua vida fazendo cabeças de alfinete? A inteligência que tem poder de abalar o mundo, para ele, servirá apenas para busca meios mais fáceis para fazer cabeças de alfinetes, nada mais.
Camilo Bordignon
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